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sábado, 28 de março de 2015

[Futebol e História] Real Madrid x Barcelona: uma rivalidade que vai muito além das linhas do campo


No último domingo, 22/03/2015, assistimos a mais um belo duelo entre os dois principais clubes da Espanha: o Real Madrid e o Barcelona. De um lado, a trupe sul americana de Messi, Neymar, Suarez e companhia, e do outro, o esquadrão de Cristiano Ronaldo, Benzema, Gareth Bale, dentre tantas outras estrelas que habitualmente engrandecem tal peleja. O Barcelona venceu por 2x1, com 2 gols de Suarez, tendo Cristiano Ronaldo anotado o gol dos madrilenhos.
Mais do que um grande clássico, o duelo envolvendo tais clubes comporta uma dimensão histórica e simbólica que ultrapassa os meros limites das linhas do campo. As origens desta que é talvez a maior rivalidade futebolística do planeta, pode – e deve – ser procurada também em um cenário que não é o da bola, mas sim o da conjuntura política de uma nação no decurso de sua trajetória histórica.
        Em outras palavras, a história política da Espanha no decorrer do século XX muitas vezes se confunde com a história da formação e da intensificação da rivalidade entre o Barça e o Real no decorrer de sua história. O Real Madrid, o clube da capital, ainda hoje tende a ser visto como o clube da elite, da realeza, agremiação esta que seria em muitos momentos intensamente auxiliada por forças políticas, como ocorrera, em especial, nas ações do ditador Francisco Franco. Já o Barça é tido como o clube da “dissidência”, é o símbolo da força e da determinação do “povo catalão”, sempre disposto a bater de frente ao poder centralizador das forças políticas espanholas quando necessário.

O Brasileiro Evaristo de Macedo atuou por ambos os clubes nos anos 1950/1960: no Barça(1957/1962) e no Real (1962/1965)


        Tal bipolaridade remete profundamente aos atos políticos que marcariam a primeira metade do século XX espanhol, quando estes acabavam influenciando também no cenário da bola. Acontece que quando o generalíssimo Francisco Franco assume ao poder espanhol, este passará a se utilizar do Real Madrid, seu clube de coração, como instrumento político, patrocinando-o intensamente. O Real Madrid que obviamente já era muito grande nas lides de 1940, se tornaria maior ainda, pois Franco passou a patrocinar a contratação de todos aqueles jogadores que fossem considerados os melhores do mundo no momento, atravessando inclusive as contratações que seriam do interesse do Barcelona. Foi deste modo, por exemplo, que Francisco Franco teria auxiliado na montagem daquele que é considerado o maior time da história do Real Madrid, quando o time passou a contar com Di Stefano, Puskas, Gento, e inclusive o brasileiro Didi, entre 1951-1960. Esta “seleção”acabou ganhando, durante o período, 5 taça dos campeões da Europa (o equivalente a atual Champions League) e 4 campeonatos espanhóis, praticamente dominando o cenário futebolístico ibérico.

O Brasileiro Didi: contratação de peso do Real Madrid em 1959

     A contratação do citado Di Stefano revela, inclusive, a natureza das ligações entre Francisco Franco e o Real Madrid, uma vez que o jogador estava praticamente acertado com o Barcelona, no entanto, o ditador Franco acabou cobrindo a oferta, trazendo-o para o time madrilenho, onde se tornaria o maior ídolo da história do clube.

Francisco Franco: um "patrocinador" do Real Madrid?

       E foi assim que a rivalidade entre ambos os clubes foi se intensificando por conta de questões políticas. No Camp Nou, o estádio do Barcelona, quando os clássicos eram realizados naquele, a torcida catalã aproveitava esse momento para vaiar intensamente ao general Franco, cantando e xingando inclusive na língua catalã, que havia sido proibida pelo mesmo Francisco Franco.
    Ainda assim nos anos 1950, o Barcelona conseguiu resistir ao poderio madrilenho, tendo obtido também, naquela década, o número de 4 troféus da liga local. Mas os anos 1960/1970 seria devastador, pois o Real Madrid ganharia 14 troféus dos 20 em disputa durante aquelas duas décadas, enquanto que o Barcelona apenas 2. Tudo isso, consta-se, com a égide do generalíssimo Franco. Há quem diga ainda que o Santiago Bernabeu, o estádio do Real Madrid, fundado em 1947, também teria sido construído com o dinheiro dos cofres espanhóis, a mando de Franco. O próprio Santiago Bernabeu, ex-jogador do clube e que passara a nomear o estádio, havia lutado no exército de Franco durante a guerra civil espanhola.
Não há duvidas que tal peleja coloca em jogo o maior duelo futebolístico do mundo. Um duelo que vai muito além de questões da bola, tendo sido “fortalecido” por questões históricas. O Real Madrid, o clube mais rico do mundo, continua a ser uma grande potência, montando verdadeiros esquadrões de “galáticos” ano após ano. O Barcelona, seu maior rival, após um longo período de crise, ressurgiu com bastante força a partir de 2003, tornando-se hoje, junto com o seu rival, a maior potência futebolística do planeta.
    
Ass. Rafael Prata
Mestrando em História na Universidade Federal de Sergipe.        

terça-feira, 8 de julho de 2014

Um furacão entre dois irmãos: Marilyn Monroe e os irmãos Kennedy

Até hoje há quem diga que Marilyn não se matou. Para alguns, Marilyn foi “apagada” por questões políticas. Sua morte teria sido fruto assim de um assassinato e não da versão usual de suicídio por abuso de remédios. Eis uma das grandes e mais conhecidas teorias da conspiração envolvendo personalidades artísticas e da política.
Fato é que em vida, o furacão Marilyn arrancou suspiros de uma quantidade infindável de grandes personalidades de sua época, tendo se envolvido então com figuras proeminentes não só do seio cinematográfico, como da política norte-americana. Assim, a base dessa dita teoria da conspiração se encontra nos supostos relacionamentos – supostos sim, porque de todo ainda não foi comprovado – entre Marylin e os irmãos Kennedy, Bob e John Kennedy.

John Kennedy, Marilyn Monroe e Bob Kennedy

Deste modo, por “questões de segurança”, Marilyn teria sido assassinada, pois saberia de muitas questões da política nacional e externa americana, haja vista que, no pé da cama, ambos os Kennedy, em destaque John Kennedy, até então o presidente americano, teria lhe contado muitas questões sigilosas.
Marilyn teria tido um romance oculto com John Kennedy por cerca de seis anos. Romance sempre vigiado é claro pela CIA e FBI, que procurava manter tudo às escondidas para não manchar a imagem do querido presidente norte-americano. Ambos os Kennedy foram homens bastante mulherengos, e por detrás da imagem de pai de família que residia na figura do presidente Kennedy, havia um homem que traia constantemente sua esposa Jacqueline Kennedy, fato que preocupava demais a CIA.
Teorias da conspiração e lendas a parte, a morte de Marilyn continua ainda hoje um grande mistério. Assim como a morte do próprio John Kennedy. Em vida, aquelas duas grandes personalidades tiveram um rápido relacionamento que rende até hoje uma série de biografias, estudos, filmes/documentários.

Att. Rafael Costa Prata
Mestrando em História pela Universidade Federal de Sergipe

sábado, 11 de agosto de 2012

Um Ator na “Casa branca”: Quando Hollywood invade a Política



Todo mundo se surpreendeu quando o “brutamonte” hollywoodiano, Arnold Schwarzenegger candidatou-se no ano de 2006 para o cargo de governador da Califórnia. E não é que o ator – fisiculturista, famoso por grandes clássicos dos anos 1980, como Conan e o Exterminador do Futuro, entre tantos outros, venceu as eleições naquela localidade.
Mas, o que é mais surpreendente ainda, e o que quase ninguém recorda é que um outro grande astro do Cinema, chegou a ocupar um cargo politico mais significante ainda, o maior que diga: a presidência, o alto posto na Casa Branca. 

Refiro-me a Ronald Reagan (1911 – 2004). Este famoso presidente republicano norte – americano, que governou o país em dois mandatos (1981 – 1989), tem seu passado marcado por boas atuações no Cinema e na TV norte – americana, onde conseguiu de forma bastante significativa, alavancar o seu carisma frente aos seus futuros eleitores.
Reagan passou a atuar no Cinema, a partir da segunda metade da década de 1930, tendo participado de filmes como “Love is on the air” (1937) – seu primeiro filme creditado – e “Em cada coração, um Pecado” (1939), naquele que é considerado o filme de sua melhor atuação.

A Carreira cinematográfica de Ronald Reagan se desenrolou até meados dos anos 1960 – quando participou da película “Os Assassinos” (1964). Entretanto, daí em diante passa a se dedicar a carreira política, se candidatando ao cargo de governador da Califórnia, aquela mesma que também recebeu de braços abertos a Arnold Schwarzenegger, onde venceu em 1967. Ronald Reagan ainda deu o ar de sua graça no clássico dos anos 1980 “De volta para o Futuro” onde interpretou a si mesmo como presidente da República.
Um bom ator. Reagan, obviamente, ficou marcado por sua atuação no cenário politico norte – americano, em meio ao conturbado período oitentista, marcado pelo fim da chamada “Guerra Fria”. Reagan, diagnosticado em 1993, com o Mal de Alzheimer, acabou falecendo em 2004 aos 93 anos de idade.
         ... Sua vida daria um filme!

Ass: Rafael Costa Prata
Graduando em História pela Universidade Federal de Sergipe
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