domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Glamour da fumaça: o cigarro no cinema hollywoodiano


         Entre tragadas e baforadas nasceu Hollywood. Ou ao menos grande parte dos filmes que ajudaram a alicerçar a fama desse símbolo norte americano do Cinema, perpassa pelo glamour do tabaco em suas películas.
        Obviamente que o cigarro aparecia como um componente, um elemento de realidade, traço da sociedade, em tais filmes. Mas de certo modo, sua importância era tamanha, que pensar um grande filme comercial, com grandes estrelas, entre 1930 – 1960, sem a presença deste elemento era impensável.

       O que seria da figura de Humphrey Bogart sem o seu clássico cigarrinho nos filmes do gênero noir?! O Cinema noir, inclusive, foi grande fomentador do “glamour” do cigarro. As baforadas faziam sentido, eram parte substancial do sentido do filme. Ora, estamos falando de um gênero onde reinava a escuridão da noite, tramas envolvendo gangsteres, mulheres fatais, e etc. Nesse mundo da noite, do obscuro, do crime, a fumaça reinava.
         Mas não eram somente nos filmes com temáticas pesadas onde aparecia o devido glamour da fumacinha. Como parte substancial da cultura norte – americana do pós – guerra, o uso intensivo do cigarro aparecia sem qualquer censura em qualquer filme que fosse, desde os supracitados noir até as mais acaloradas películas do gênero romântico.

        Há quem diga, por exemplo, que algumas celebridades chegavam a ser patrocinadas pelas companhias de tabaco, ou que as produtoras dos filmes tinham ganhos nesse sentido. Não se sabe ao certo, mas que o cigarro era parte do “cenário” dos filmes é inegável. Na pelicula “A Malvada”, de 1950, a grande atriz Bette Davis aparece em cena, fumando oito cigarros no decorrer das duas horas do filme.
         O Interessante a se mencionar nisso tudo, é que, como anuncia o titulo da postagem, o cigarro tinha um papel fundamental nesses filmes, que só pode ser entendido quando nos colocamos na realidade da época. Havia todo um glamour envolvendo o mesmo. O Cigarro era, ao mesmo tempo transgressão e charme. Para uma moça, retirar o cigarro das mãos de um jovem, era sinal de maturidade nos filmes.
         Enfim, esta postagem de maneira alguma faz uma apologia ao cigarro. Apenas deseja demonstrar que, outrora, o cigarro foi parte fundamental na estrutura desses filmes, e na vida dessas celebridades, muitas delas alias acometidas depois desse mal. Há de se concluir então, que a história de Hollywood passa muito pela fumacinha no ar...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

...E Hollywood vai às trincheiras: os atores nos campos de batalhas!


    Cenário de Guerra. O Patriotismo sobe a cabeça! A necessidade de não somente conferir exemplo aos jovens ingressantes, mas como também, a vontade de servir a sua pátria, fez com que alguns grandíssimos atores procurassem o ingresso nos exércitos de seus respectivos países, tanto na primeira guerra como na segunda.
        Listo agora então, alguns casos curiosos, pelo menos os mais conhecidos, que exemplificam tal questão:


1    


   Clark Gable: Quando Carole Lombard, sua esposa que também era atriz, faleceu num acidente de avião, Clark resolveu que iria ingressar nas forças armadas americanas durante a segunda guerra mundial. O Curioso é que, Hitler, que era fã do ator, prometeu a quem capturasse o ator, uma grande recompensa... Gable saiu vivo e ileso da guerra!








Humphrey Bogart: Atuou pela marinha norte americana na primeira guerra mundial. Em 1918, o navio em que estava sofreu um ataque, tendo um pedaço da madeira do mesmo lhe cortado a boca, fato que alterou seu modo de falar pelo restante de sua vida.






 


 James Stewart: Grande ator dos filmes de Hitchcock, o que poucas pessoas sabem é que este foi um grande piloto da força aérea norte – americana durante a segunda guerra mundial, tendo sido condecorado com muitas medalhas por seu rendimento na guerra.




 


 Charlton Herston: Grande ator de épicos como “El Cid”, Herston também deu suas caras em cenário de guerra. Em 1944, quando ainda era um estudante, ingressou na força aérea americana como operador de radio, conseguindo até crescer a patente de sargento durante o evento.






Ass: Rafael Costa Prata
Graduando em História pela Universidade Federal de Sergipe
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