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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mistério em Holywood: O “Suicídio” do Super - Homem


O Homem de Aço: Indestrutível e Invencível. Sua única fraqueza era a presença da Kryptonita que lhe retirava as forças, colocando-o em risco de vida. É curioso pensar que a vida de um artista que interpretara por quase dez anos a esta personagem, tenha sido concluída com um suicídio. 

Georges Reeves, um modesto ator de Cinema, durante os anos 1940, alçaria voos mais altos, justamente ao ser convidado para interpretar, a partir do ano de 1951, ao personagem em questão: O Super – Homem. A partir daquele ano, Georges Reeves, se tornaria famoso em todo o mundo, protagonizando o seriado de enorme sucesso, chamado “Adventures of Super Man”.
A Serie ficou no Ar por quase sete anos, tendo Reeves protagonizando cerca de 102 capítulos. Entretanto, foi cancelada no ano de 1958, quando a audiência já começava a entrar em declínio.
        Durante o auge da serie, Reeve se tornou celebridade instantânea, não somente entre os aficionados da serie, mas em especial, entre as mulheres, residindo ai, ao que parece, o principio daquilo que se tornaria o seu efeito kryptonita, sua morte.

         Acontece que, em Junho de 1959, pouco mais de um ano após o cancelamento da serie, George Reeves foi encontrado morto dentro de sua casa em Los Angeles, acometido de um tiro na cabeça. A opinião pública de imediato passou a divulgar a hipótese – que realmente, parecia a mais obvia a se conjecturar – de que o ator teria cometido o suicídio, por conta de uma depressão causada pelo cancelamento da serie, que lhe retirara então todo o glamour a que se acostumara. Aponta-se também que, pelo fato de sua imagem ter estado muito associada à figura do Super – Homem, Reeves não conseguia encontrar papeis significativos em outras empreitadas, o que o colocara em desespero.
Está hipótese é curiosa, pois, algo do tipo aconteceu com o ator Jim Caviezel, que ao interpretar Jesus Cristo na película de Mel Gibson, A Paixão de Cristo, do ano de 2004, passou a reclamar do esquecimento a que estava sendo acometido, em virtude justamente de sua imagem está muito ligada a aquele personagem em questão. Caviezel praticamente fez um apelo na Mídia para que lhe fosse dada mais oportunidades novamente. O Esquecimento aconteceu não por uma má atuação – muito pelo contrário – mas justamente porque a boa atuação acaba ligando muito o ator a personagem, de forma que é de costume no Cinema, que os produtores releguem alguns atores um certo tempo, até que tal efeito suma.
Enfim, por estes motivos, o suicídio foi apontado como a causa da morte de Reeve, o que foi reforçado graças ao fato de que o ator já tinha tentado outras vezes o mesmo ato, e tinha um forte histórico de família.

Entretanto, quem estava próximo ao ator, custava a acreditar nessa hipótese, e como tal, costumava apontar uma outra hipótese, mais obscura em torno de sua morte: Reeve teria sido assassinado, a mando de um grande executivo da MGM. E.J. Manix, ao descobrir que Reeve teria um caso com sua esposa, Toni Manix, teria ordenado o assassinato do ator, com um modus operandi que orientasse justamente ao pensamento do suicídio.
Em 2006, foi rodado o filme “Hollywoodland”, onde o ator Ben Affleck, interpreta justamente Georges Reeves, nesta película que procura discutir os acontecimentos e os meandros da morte do ator.
Até hoje, sua morte encontra controvérsias...

Ps: Segue abaixo um pequeno video da abertura do seriado.


Ass: Rafael Costa Prata
Graduando em História pela Universidade Federal de Sergipe

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Trilogia "Batman" se vai e deixa uma ótima herança: a tendência a “humanização”...






       Com certeza, nenhuma data foi tão esperada no meio do Cinema, como o dia 27 de Julho de 2012. Dia de assistir o maior “Hype” do ano: “Batman The Dark Knight Rises”, o ultimo capítulo que fecha com maestria a excepcional trilogia do fenomenal diretor Christopher Nolan, composta por “Batman Begins” de 2005 e posteriormente “Batman The Dark Knight” de 2008.
  Sem querer mencionar os evidentes méritos técnicos e de enredo facilmente evidenciáveis no decorrer desta trilogia, apenas queremos destacar aquilo que é talvez a maior contribuição, se é que podemos apontar apenas uma, dada pela mesma: a trilogia, em decorrência de seu enorme sucesso, foi deveras responsável por encabeçar uma nova tendência de humanização das personagens dos filmes de super – heróis e/ou personagens “intocáveis”.
Pode parecer uma inovação banal, esdruxula, mas não é, principalmente quando levamos em conta o resultado cinematográfico – o grande teor psicológico que emerge dos filmes – obtido com estas medidas, que em grande parte, devem ser creditadas ao próprio Nolan. 

Este jovem diretor, que é conhecido por suas películas de grande confusão psicológica como “Insônia” (2002) e “Inception” (2010) levou para a sua adaptação da história de Batman, todas estas questões. O Resultado obtido é deveras primoroso, na medida em que no cerne das três películas produzidas, sobressai como saldo uma excepcional caracterização das personagens levadas às telas. Um Bruce Wayne perfeitamente representado em sua tormenta de infância, passando a bifurcação de sua vida adulta – metade Bruce, metade Batman -, tocado por demais questões psicológicas, como a incapacidade de levar adiante sua vida amorosa e o eterno medo de por em risco suas pessoas próximas, se é que ele ainda tem.

Quanto aos demais personagens, acho desnecessário citá-los, haja vista que a excepcional caracterização do Coringa por Heath Ledger, personifica tudo isto em questão. É a capacidade de reinventar personagens já consagrados pelos quadrinhos e pelos filmes recentes, que torna Nolan tão excepcional e tão inovador diretor, de forma que, assume-se hoje em dia, que será uma tarefa quase excepcional, superar o que foi produzido, em suma, produzir algum reboot sobre Batman.
            Mas não são somente os personagens que ganham toda esta dimensão. É propriamente o enredo que afunda nesta escuridão, nesta tormenta, neste caos sem controle de Nolan. É a incerteza sobre a personalidade humana – dai a figura de Harvey Dent – a desconfiança no futuro da raça humana – que motivam personagens como Ra´s Al Ghul e Coringa – e a esperança mínima do próprio Batman nos seres humanos que emergem do filme, entre outras questões.

       Como saldo disto tudo, nos encontramos em 2012, cercados por uma serie de diretores que, influenciados por essa nova tendência, passam a encorpar suas películas nesse sentido. Nesse sentido, uma marca deste processo já pode ser vista na caracterização da personagem Peter Parker, no reboot “O Espetacular Homem Aranha” lançado neste mesmo ano de 2012, sob a direção de Marc Webb. Apesar de manter uma pegada “teen”, o filme já apresenta alguns traços desta tendência. Peter Parker, nesta película, ao contrário da anterior trilogia de sucesso, é mais solitário, obscuro, introspectivo, rebelde sem causa. Suas dores são as de sempre, mas o clima do filme é muito mais sombrio do que os demais filmes.

            No mesmo sentido, também podemos enxergar esta questão em torno dos reboots da franquia “007” e também de Sherlock Holmes. Em ambos, os personagens são mais imperfeitos, suscetíveis a derrotas, contendo falhas humanas – como a embriaguez de Holmes – que podem comprometer os personagens. 007 volta a apanhar, algo que é quase impossível de ser ver nos filmes mais clássicos da franquia. 


  A Atual espera é pelo lançamento da película “Super-Homem – O Homem de Aço” neste ano de 2013, sob a produção executiva e roteiro do próprio Christopher Nolan, e a jugo de direção de Zack Snyder, quando se acredita que a história deste aclamado super-herói também possa ser agraciada por esta tendência “humanista”.
            

  Enfim, ao que parece, esta tendência é humanizar que torna tão transparente os sofrimentos, os sonhos, as desilusões e também as fraquezas destas personagens pode ser vista como resultado da contemporânea vontade humana de cada vez mais se confortar através destas figuras. Se eles possuem falhas, se choram, se caem, porque não eu?! Com esta medida, nos aproximamos cada vez mais de um Bruce Wayne, de um Clark Kent,... e até de um Bane ou um Coringa. Temos super – heróis que sangram, que caem, choram... Em tempos de desilusões – época de 11 de setembro, de atentados terroristas, ditaduras pelo mundo – isso tudo não parece tão distante... Assim como Gothan City, todos nós precisamos de heróis que mascarem as nossas desilusões diárias.. E que assim seja!

Ass: Rafael Costa Prata
Graduando em História pela Universidade Federal de Sergipe
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